Chegamos ao aeroporto de Roberts por volta da 13h do dia 29 de fevereiro. De cara muitas aeronaves da ONU, um esquadrão muito grande dos gigantes helicópteros Antonov, russos, verdadeiros caminhões voadores, de tão fortes e rústicos. O letreiro pintado, ao invés dos tradicionais luminosos, junto com as propagandas institucionais incentivando a união do povo para a reconstrução do país, apontam o clima geral. Todos para a imigração. Foi a primeira vez na viagem que não encontramos fila exclusiva para o passaporte diplomático. Muita gente desfilando com o uniforme das Forças Armadas Liberianas, organizando filas e o trânsito das pessoas. Teto baixo de madeira, tudo tem pinta de instalação provisória mesmo. Em seguida, grata surpresa: nossas malas já giravam pela esteira em velocidade vertiginosa. Coitadas, sentiam nossa falta e eram o centro de nossa preocupação, já que a última vez que as havíamos visto fora em São Paulo, 2 dias atrás... O fato é que enquanto nos viramos para procurar um carrinho, já havia um rapaz, com ar oficial, um tipo de macacão e crachá habilmente acomodando nossas malas num carrinho. Solícito, muito solícito. Confiante, dava orientação, pedia que estivéssemos com os tickets de bagagem na mão, depois, empurrando o carrinho, perguntando quem seria nossa carona ou se precisávamos de taxi. Sem achar o major de primeira, nos levou até um espécie lanchonete na parte de fora. Aí se vai a primeira gorjeta em solo Liberiano.
KRU, porque é um termo fácil de guardar na memória. O termo dá nome a uma das etnias que compõem a população da Libéria e que ficou conhecida pela resistência à ocupação e ao trabalho escravo. KRU é também o idioma falado por ela. Este espaço KRU é o campo livre de um Observador Militar brasileiro à serviço da ONU em terras africanas.
terça-feira, 6 de março de 2012
Capital Monróvia, primeiras impressões
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