quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Início da Viagem


Minha irmãzinha e cunhado me apanharam em Juiz de Fora no Domingo, 26 de fevereiro, me economizando uma pernada de ônibus, troca de malas etc. Descemos confortavelmente para a zona sul, de onde sairíamos na manhã de segunda-feira para o Galeão, já que o vôo para Sampa era às 11h30min.
Uma boa antecedência foi fundamental, até porque sempre existem acertos de última hora. Compra de dólares, por exemplo: a agência do Banco do Brasil do Galeão funciona de 08h às 21h para esses fins. Fui ainda à Anvisa (saguão de desembarque do terminal 2) para emitir o certificado internacional de vacinação de febre-amarela. Outra dúvida era se seríamos considerados vôo internacional desde a partida ou não, o que nos faria cair nas regras domésticas que nos imporia o pagamento de excessos de bagagem etc.
Em suma, chegamos em torno das 8 e pouco. Meu brioso companheiro que decolou da vila militar, em Deodoro, "concerned" com o tráfego diário do Rio, um pouco mais cedo. Acabou que fizemos check in nos balcões internacionais da GOL, o que nos poupou dos excessos de bagagem. Sincronizados que estávamos, eu e meu Batle-buddy, cada um despachou 45kg em 2 volumes, quando teríamos direito a 2 volumes de 32kg, perfazendo um total de 64kg. Vamos combinar, para um ano, fomos bem econômicos, heim?!

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Tudo começa depois do Carnaval

No Brasil se fala que o ano começa depois do Carnaval. Não acredito que a ONU, lá em Nova Iorque, reze essa cartilha, mas o fato é que recebemos nossa autorização final para viajar na quarta-feira de cinzas.
Devidamente autorizados, o escritório da ONU em Brasília nos contactou e iniciamos os acertos para a compra das passagens. Vocês devem estar curiosos pra saber como se chegaria na Libéria, e ficariam mais ainda se vissem a moça do check In de uma empresa aérea africana em São Paulo, sequer saber falar Monróvia, muito menos o nome do aeroporto da capital: Roberts.
Bem, mas o fato é que existem diversas combinações e hubs aeroportuários possíveis, mas as regras da ONU são claras: tem que ser o vôo mais econômico, direto e rápido possível. E esse era o momento que começaríamos a ficar, como nos diz um amigo, "concerned", que é a palavra em inglês que descreve a sensação imediatamente anterior a de preocupado, que em inglês seria "worried". :-) esperávamos entrar por Portugal e em seguida por Marrocos, mas o resultado do computador de Renata em Brasília, foi implacável e geograficamente oposto: Rio - São Paulo pela nossa conhecida GOL; depois Guarulhos - Joanesburgo, na África do Sul, pela South African; uma conexão de 10 horas e um novo vôo da South African para Accra, capital de Gana, onde pernoitaríamos num hotel, para nesse outro dia, aí sim, pegarmos um vôo da Kenya Airways para o tal aeroporto de Roberts, em Monróvia, onde o Maj Colombo, o oficial brasileiro no Estado Maior da missão estaria nos aguardando...
Se tudo isso funciona na prática?! É o que todos teremos que descobrir ;-)


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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Crocs aren't chick? E eu com isso?

          Nunca fui muito de seguir a moda. Até me penitencio de certa forma e tenho tentado, sem excessos e forçaçōes de barra, harmonizar alguma coisa, quem sabe ousar um pouco, respeitando sempre o meu estilo próprio: definitivamente clássico.
          Com essa história de pensar o que seria melhor ou mais prático para uma situação inusitada, consegui até motivação para ousar um pouquinho, e quem sabe remar com a maré, embora definitivamente odeie clichês. Tá bom, tá bom, eu confesso... Comprei um desses tais Crocs pra mim...
Bem, a decisão teve muito pouco de moda e muito mais de uma certa análise técnica meio improvisada. Pensei: pois... é casual, preparada para usar sem meia com um tratamento de resistência ao odor. É alta e meio fechada o suficiente para proteger mais o pé, enquanto tem aberturas para fazê-lo respirar. Parece bem macio também e é facilmente lavável. Huum... Acho que pra onde vou, preciso tentar ser prático e comedido em minhas necessidades. Quem sabe nessas circunstâncias tais vantagens não suplantariam às de nossa tradicional havaiana?
          Pesquisando uma imagem na internet para Ilustrar esse post, me deparei com duas coisas interessantes. A primeira foi uma fotografia do ex-presidente W Bush com um par de Crocs pretas e meia pretas. Ora, o troço foi concebido para usar sem meia!!! e pretas ainda?? Daí vem o artigo de um tal de Givhan especialista em moda do The New York Times. Ao apontar a péssima escolha presidencial - que ainda tinha bermuda, camisa de botão e boné de baseball - partiu na sequência para critica voraz às pobres e inofensivas sandalhinhas de borracha furta-cor. Disse que ficavam bonitinhas nos pés das crianças, mas que os adultos que as usavam foram dos espaços apropriados, segundo ele náuticos e jardins, não passavam de peter pans gigantes. Concluiu sua análise, essa sim avalizada, com uma sentença definitiva: Crocs não são chiques!

       Ora, pois até que fiquei mais tranquilo.... Em última análise o especialista quis dizer então, que economizei aquela minha cartada ousada que estou tentando emplacar de vez em quando. Não foi dessa vez que eu consegui ser chique. Também, comprei mesmo foi por ser confortável e não chique. Ah, como disse que sou clássico e comedido no estilo, nada melhor do que o bom e velho Verde Oliva... Aliás, tenho percebido, que as cores e o estilo militar das bermudas e camisas parecem estar na moda. Uai... Estarei na vanguarda do estilo sem saber?? Bem, como minha única viagem marcada esse ano é para uma bucólica cidade africana que ainda não sei o nome e não pra Milão, na dúvida, melhor não ousar tanto, não é mesmo? Não sei se serve na alta-costura, mas me disseram por aí que menos é mais. Pelo menos me parece que o minimalismo era uma das coisas que deixavam Steve Jobs, a Apple e seus produtos, chiques. Pelo menos acredito que se tivesse um desses Crocs pra andar nos Jardins de sua mansão em Cupertino, poderiam até ser de uma cor mais vibrante que os meus, mas certamente também não os usaria com meia...

Óculos Escuros

          Óculos Escuros são tratados na maioria das vezes como acessórios. Entretanto, em algumas profissões, ainda mais em determinadas circunstâncias, se transformam em uma ferramenta de trabalho e seu uso, indispensável.
          Hão todos de convir que apenas um pouco acima do equador, na latitude aproximada de Boa Vista, Roraima, a luminosidade pode ser extremamente prejudicial. E  a luz não é a única questão. Há também a proteção dos olhos contra areia e outros fragmentos, ainda mais nos deslocamentos de viatura ou aeronave.
Gen Douglas MacArthur
         Os chineses do século XIV já utilizavam alguma proteção contra a luz. Os óculos escuros modernos, entretanto, só são inventados em 1929 e se tornam um fenômeno no século XX. Em 1936, por demanda dos militares, a fábrica Ray-Ban cria o modelo Aviador com lentes polarizadas para diminuir os reflexos das superfícies, que se tornariam um clássico no rosto do Gen MacArthur, durante a II Guerra mundial.
Cena do Filme Apocalypse Now
          No final dos anos 1960, a guerra do Vietnã foi o primeiro grande conflito do mundo intensamente coberto pela mídia televisiva, que ainda ensejou uma numerosa produção cinematográfica. Tais fatos, transformaram o modelo em um Hit, fazendo-o compor a imagem de um militar na cabeça de muitas pessoas.
          Embora o modelo aviador continue um clássico entre pilotos e os militares em uniforme de passeio, a indústria tem desenvolvido materiais ainda mais leves e resistentes, melhores adaptados à prática desportiva e ao emprego operacional. Um dos modelos mais utilizados atualmente é o do tipo "máscara", que acompanha a curvatura do rosto, protegendo as laterais dos olhos e não prejudicando a visão periférica. Além disso, a armação é comumente composta por materiais emborrachados, que mantém o óculos no lugar, mesmo com o rosto suado, movimentos bruscos e mudanças de direção do olhar.

          Diversas empresas fabricam modelos similares, com diferentes relações de custo e benefício. Entretanto, é necessário se considerar sempre a qualidade ótica, uma vez que se passará muitas horas por dia com os óculos no rosto. Algumas marcas possibilitam até mesmo a substituição das lentes por conjuntos reservas (Eng: spare lenses), vendidos avulsos. Há novamente a questão das lentes polarizadas (Eng: polirized lenses), que diminuem os reflexos do sol nas diversas superfícies, bem como lentes de diversas cores, dependendo do emprego específico. Outros acessórios bastante úteis, são estojos de proteção (Eng: cases) e suportes tipo cordão (Eng: strap) que se adaptam às pernas e servem para deixar os óculos pendurados no pescoço, quando for necessário retirá-los momentaneamente.
          O mercado é repleto de marcas nacionais e importadas. O fato é que é muito importante se provar o modelo que se adapte melhor ao rosto de cada um, aliando conforto e proteção. Pode-se começar a pesquisa com a Nacional Mormaii, passar pela tradicional Ray-Ban, até empresas como a  Oakley que tem bons produtos esportivos e uma linha especialmente dirigida para as forças armadas americanas (Linha Oakley Militarizada). Há diversas outras marcas que merecem ser consideradas e, sempre que possível, testadas no próprio rosto. Particularmente, optei por um Flak Jacket, da Oakley, com lentes XLJ (que é o design), Grey. Há um axioma muito utilizado mo meio militar, que é "quem tem um, não tem nenhum", chamando a importância para o dobramento dos meios importantes. Portanto, vou procurar um segundo modelo, provavelmente um M Frame ou Radar, também da Oakley e de preferência da linha militarizada, que no caso seria o Ballistic M Frame, que é o modelo em detalhe aí em cima.
Diferentes modelos em militares nacionais e canadenses :-)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Panorama Histórico do Conflito

          A República da Libéria é uma República Presidencialista fundada entre os anos 1821 e 1822 para acolher os escravos recém libertos dos Estados Unidos da América. Juntamente com a Etiópia, são os dois únicos países da África que não foram colônias durante o neocolonialismo europeu.
          Embora tenha enfrentado dificuldades econômicas e com a aceitação dos povos autóctones, conduziu sua história com regularidade até 1980, quando o presidente Tolbert é deposto e executado pelo guerrilheiro Samuel Doe. Doe assume o poder e inaugura um período de instabilidade e violentas guerras civis. No final do ano de 1989, Samuel Doe foi deposto em um novo golpe, assumindo Charles Taylor, que segue no poder até agosto de 2003, quando segue para o exílio na Nigéria. Durante esse período, há conflitos entre diversos grupo guerrilheiros, como a NPFL (Frente Nacional Patriótica da Libéria). Nesse momento, o país passou a ser tratado como um pária mundial, utilizando seus "Diamantes de Sangue" para financiar a guerrilha no país vizinho, a Serra Leoa. Com a renúncia de Taylor, em 2003, os diversos atores nacionais assinam um tratado de paz dando fim a mais de 20 anos de instabilidade, que deixaram o país sem energia, praticamente destruindo toda a sua infra-estrutura.
          Em 2005, acontecem eleições diretas e democráticas, acompanhadas com atenção pelo mundo inteiro, que elegeram a Presidente Elen Johnson Sirleaf, a primeira mulher chefe de Estado no continente africano. Formada em Harvard, já tinha sido Ministra das Finanças do país na década de 70. Recentemente, em 2011, foi reeleita para um novo mandato e para dar continuidade ao desafio de reerguer a infra-estrutra do país. Em 2011 também, seu trabalho foi reconhecido com o Prêmio Nobel da Paz.
          Para apoiar o processo de pacificação do país, a partir das rápidas mudanças de 2003, o Conselho de Segurança da ONU autorizou a criação de uma missão de paz multidimensional, a United Nations Mission in Liberia que conta com o apoio de diversos países, inclusive o Brasil.


Maiores detalhes no Almanaque do FBI e na Wikipedia