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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Crocs aren't chick? E eu com isso?

          Nunca fui muito de seguir a moda. Até me penitencio de certa forma e tenho tentado, sem excessos e forçaçōes de barra, harmonizar alguma coisa, quem sabe ousar um pouco, respeitando sempre o meu estilo próprio: definitivamente clássico.
          Com essa história de pensar o que seria melhor ou mais prático para uma situação inusitada, consegui até motivação para ousar um pouquinho, e quem sabe remar com a maré, embora definitivamente odeie clichês. Tá bom, tá bom, eu confesso... Comprei um desses tais Crocs pra mim...
Bem, a decisão teve muito pouco de moda e muito mais de uma certa análise técnica meio improvisada. Pensei: pois... é casual, preparada para usar sem meia com um tratamento de resistência ao odor. É alta e meio fechada o suficiente para proteger mais o pé, enquanto tem aberturas para fazê-lo respirar. Parece bem macio também e é facilmente lavável. Huum... Acho que pra onde vou, preciso tentar ser prático e comedido em minhas necessidades. Quem sabe nessas circunstâncias tais vantagens não suplantariam às de nossa tradicional havaiana?
          Pesquisando uma imagem na internet para Ilustrar esse post, me deparei com duas coisas interessantes. A primeira foi uma fotografia do ex-presidente W Bush com um par de Crocs pretas e meia pretas. Ora, o troço foi concebido para usar sem meia!!! e pretas ainda?? Daí vem o artigo de um tal de Givhan especialista em moda do The New York Times. Ao apontar a péssima escolha presidencial - que ainda tinha bermuda, camisa de botão e boné de baseball - partiu na sequência para critica voraz às pobres e inofensivas sandalhinhas de borracha furta-cor. Disse que ficavam bonitinhas nos pés das crianças, mas que os adultos que as usavam foram dos espaços apropriados, segundo ele náuticos e jardins, não passavam de peter pans gigantes. Concluiu sua análise, essa sim avalizada, com uma sentença definitiva: Crocs não são chiques!

       Ora, pois até que fiquei mais tranquilo.... Em última análise o especialista quis dizer então, que economizei aquela minha cartada ousada que estou tentando emplacar de vez em quando. Não foi dessa vez que eu consegui ser chique. Também, comprei mesmo foi por ser confortável e não chique. Ah, como disse que sou clássico e comedido no estilo, nada melhor do que o bom e velho Verde Oliva... Aliás, tenho percebido, que as cores e o estilo militar das bermudas e camisas parecem estar na moda. Uai... Estarei na vanguarda do estilo sem saber?? Bem, como minha única viagem marcada esse ano é para uma bucólica cidade africana que ainda não sei o nome e não pra Milão, na dúvida, melhor não ousar tanto, não é mesmo? Não sei se serve na alta-costura, mas me disseram por aí que menos é mais. Pelo menos me parece que o minimalismo era uma das coisas que deixavam Steve Jobs, a Apple e seus produtos, chiques. Pelo menos acredito que se tivesse um desses Crocs pra andar nos Jardins de sua mansão em Cupertino, poderiam até ser de uma cor mais vibrante que os meus, mas certamente também não os usaria com meia...

Óculos Escuros

          Óculos Escuros são tratados na maioria das vezes como acessórios. Entretanto, em algumas profissões, ainda mais em determinadas circunstâncias, se transformam em uma ferramenta de trabalho e seu uso, indispensável.
          Hão todos de convir que apenas um pouco acima do equador, na latitude aproximada de Boa Vista, Roraima, a luminosidade pode ser extremamente prejudicial. E  a luz não é a única questão. Há também a proteção dos olhos contra areia e outros fragmentos, ainda mais nos deslocamentos de viatura ou aeronave.
Gen Douglas MacArthur
         Os chineses do século XIV já utilizavam alguma proteção contra a luz. Os óculos escuros modernos, entretanto, só são inventados em 1929 e se tornam um fenômeno no século XX. Em 1936, por demanda dos militares, a fábrica Ray-Ban cria o modelo Aviador com lentes polarizadas para diminuir os reflexos das superfícies, que se tornariam um clássico no rosto do Gen MacArthur, durante a II Guerra mundial.
Cena do Filme Apocalypse Now
          No final dos anos 1960, a guerra do Vietnã foi o primeiro grande conflito do mundo intensamente coberto pela mídia televisiva, que ainda ensejou uma numerosa produção cinematográfica. Tais fatos, transformaram o modelo em um Hit, fazendo-o compor a imagem de um militar na cabeça de muitas pessoas.
          Embora o modelo aviador continue um clássico entre pilotos e os militares em uniforme de passeio, a indústria tem desenvolvido materiais ainda mais leves e resistentes, melhores adaptados à prática desportiva e ao emprego operacional. Um dos modelos mais utilizados atualmente é o do tipo "máscara", que acompanha a curvatura do rosto, protegendo as laterais dos olhos e não prejudicando a visão periférica. Além disso, a armação é comumente composta por materiais emborrachados, que mantém o óculos no lugar, mesmo com o rosto suado, movimentos bruscos e mudanças de direção do olhar.

          Diversas empresas fabricam modelos similares, com diferentes relações de custo e benefício. Entretanto, é necessário se considerar sempre a qualidade ótica, uma vez que se passará muitas horas por dia com os óculos no rosto. Algumas marcas possibilitam até mesmo a substituição das lentes por conjuntos reservas (Eng: spare lenses), vendidos avulsos. Há novamente a questão das lentes polarizadas (Eng: polirized lenses), que diminuem os reflexos do sol nas diversas superfícies, bem como lentes de diversas cores, dependendo do emprego específico. Outros acessórios bastante úteis, são estojos de proteção (Eng: cases) e suportes tipo cordão (Eng: strap) que se adaptam às pernas e servem para deixar os óculos pendurados no pescoço, quando for necessário retirá-los momentaneamente.
          O mercado é repleto de marcas nacionais e importadas. O fato é que é muito importante se provar o modelo que se adapte melhor ao rosto de cada um, aliando conforto e proteção. Pode-se começar a pesquisa com a Nacional Mormaii, passar pela tradicional Ray-Ban, até empresas como a  Oakley que tem bons produtos esportivos e uma linha especialmente dirigida para as forças armadas americanas (Linha Oakley Militarizada). Há diversas outras marcas que merecem ser consideradas e, sempre que possível, testadas no próprio rosto. Particularmente, optei por um Flak Jacket, da Oakley, com lentes XLJ (que é o design), Grey. Há um axioma muito utilizado mo meio militar, que é "quem tem um, não tem nenhum", chamando a importância para o dobramento dos meios importantes. Portanto, vou procurar um segundo modelo, provavelmente um M Frame ou Radar, também da Oakley e de preferência da linha militarizada, que no caso seria o Ballistic M Frame, que é o modelo em detalhe aí em cima.
Diferentes modelos em militares nacionais e canadenses :-)