No Brasil se fala que o ano começa depois do Carnaval. Não acredito que a ONU, lá em Nova Iorque, reze essa cartilha, mas o fato é que recebemos nossa autorização final para viajar na quarta-feira de cinzas.
Devidamente autorizados, o escritório da ONU em Brasília nos contactou e iniciamos os acertos para a compra das passagens. Vocês devem estar curiosos pra saber como se chegaria na Libéria, e ficariam mais ainda se vissem a moça do check In de uma empresa aérea africana em São Paulo, sequer saber falar Monróvia, muito menos o nome do aeroporto da capital: Roberts.
Bem, mas o fato é que existem diversas combinações e hubs aeroportuários possíveis, mas as regras da ONU são claras: tem que ser o vôo mais econômico, direto e rápido possível. E esse era o momento que começaríamos a ficar, como nos diz um amigo, "concerned", que é a palavra em inglês que descreve a sensação imediatamente anterior a de preocupado, que em inglês seria "worried". :-) esperávamos entrar por Portugal e em seguida por Marrocos, mas o resultado do computador de Renata em Brasília, foi implacável e geograficamente oposto: Rio - São Paulo pela nossa conhecida GOL; depois Guarulhos - Joanesburgo, na África do Sul, pela South African; uma conexão de 10 horas e um novo vôo da South African para Accra, capital de Gana, onde pernoitaríamos num hotel, para nesse outro dia, aí sim, pegarmos um vôo da Kenya Airways para o tal aeroporto de Roberts, em Monróvia, onde o Maj Colombo, o oficial brasileiro no Estado Maior da missão estaria nos aguardando...
Se tudo isso funciona na prática?! É o que todos teremos que descobrir ;-)
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